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Túlio Gadêlha retira pré-candidatura e PDT vai apoiar João Campos na eleição do Recife

12/09/2020

/ por casinhas agreste

Durante coletiva Túlio Gadêlha indicou Rodrigo Patriota para compor a vice na chapa socialista. Foto: Diego Medeiros/Divulgação
Depois de muitas horas de conversas e divergêncais com demais integrantes do partido no âmbito estadual, o deputado federal Túlio Gadelha (PDT) retirou sua pré-candidatura a prefeito do Recife. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (11) durante entrevista coletiva. Túlio também aproveitou o momento para  indicar o nome de Rodrigo Patriota (PDT) para compor a vice na chapa liderada pelo pré-candidato do PSB, deputado federal João Campos. 

Ao fazer o anúncio, Túlio justificou a parceria com o PSB em nome da aliança nacional que existe entre as duas legendas no bloco de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Houve um pedido da direção nacional no sentido de construirmos juntos uma alternativa e não dificultar a construção dessa aliança entre esses dois grandes partidos do Brasil", disse o parlamentar.

Ele acrescentou, ainda, que a decisão foi democrática e ocorreu depois de nove de reuniões com os aliados que apoiavam sua pré-candidatura para discutir a questão eleitoral no Recife. O debate incluiu a escolha do nome de Rodrigo Patriota para vice e que, conforme declarou, não existe a possibilidade da indicação de outro quadro. Nos bastidores, no entanto, comenta-se que escolha não teria agradado a cúpula socialista. O nome cotado era da professora Adriana Rocha (PDT) e que o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, já teria entrado no circuito para tentar contornar a situação.

Durante a coletiva, no entanto, Túlio Gadelha não deixou escapar pontos conflitantes que marcaram o debate entre o PSB e executiva municipal do PDT, presidido por ele, até chegar o acordo anunciado nesta quinta-feira. Entre as divergências, ele lembrou a atitude do PSB quando retirou o apoio à candidatura do ex-ministro Ciro Gomes em 2018 e declarou neutralidade na eleição nacional. "Esse vai ser sempre um episódio que a gente precisa lembrar antes de definir como serão as alianças futuras. Um partido como o PSB declarar neutralidade em uma eleição que elegeu o presidente Bolsonaro, o pior presidente da história desse pais", enfatizou. 

Além disso, o deputado ressaltou que tem muitas divergências com o PSB no estado e no Recife que, segundo frisou, vão desde o apoio a Aécio Neves (em 2014) ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). "Acho que eles (o PSB de Pernambuco) vão precisar responder por essas contradições. Mas, temos uma compreensão mais profunda do cenário que estamos inseridos e por isso vemos que é necessário unir esse novo campo de esquerda no Brasil". 

Mesmo assim, Túlio não escondeu desconforto da aliança com o PSB, destacando, inclusive, o que ele chamou de "ameaça" do presidente nacional do partido, Carlos de Siqueira, de retirar o apoio ao PDT em 40 municípios com mais de 200 mil habitantes. O deputado disse, ainda, que vai encaminhar a João Campos um documento com os compromissos programáticos do seu partido.

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