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Pernambuco confirma morte por coqueluche e casos da doença triplicam

16/05/2019

/ por casinhas agreste
Recusa em receber a vacina ou em autorizar a imunização das crianças provocadas por fake news é um dos fatores que vem provocando a escalada da doença
OP9
A confirmação da morte de uma criança por coqueluche em Pernambuco colocou as autoridades de saúdo do estado em alerta. As investigações do caso, registrado em dezembro, só foi encerrado esta semana com a comprovação da causa da morte. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o paciente era uma criança de seis meses residente em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Além da morte, o aumento de mais de 300% no número de casos suspeitos da doença em Pernambuco está fazendo a vigilância epidemiológica reforçar a necessidade de vacinação das crianças e gestantes. Em Pernambuco, de janeiro até agora, foram registrados 401 casos suspeitos de coqueluche — dos quais 180 foram confirmados por exames. O número é mais do que  triplo das notificações ocorridas no mesmo período de 2018, quando foram registrados 131 casos.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Imunização no Recife, Elizabeth Azoubel, a escalada de casos se deve à crescente recusa da vacinação provocada por informações falsas que circulam na internet. “Estamos aproveitando a campanha de vacina contra a gripe para atualizar o calendário vacinal das crianças e das gestantes, mas estão fazendo uma propaganda negativa da vacina, o que não é verdade”, ressalta Elizabeth.

Ela também lembra que a coqueluche pode ocasionar um grave, especialmente em crianças menores. Segundo o boletim epidemiológico mais recente sobre a doença no estado, mais de 50% dos casos confirmados em Pernambuco ocorreram em bebês de menos de cinco meses, justamente a faixa etária em que a doença é mais perigosa.

Atualmente, o calendário vacinal brasileiro recomenda a aplicação de três doses da imunização tríplice bacteriana (DPT), que protege contra difteria, tétano e coqueluche aos dois, quatro e seis meses, com o primeiro reforço aos 15 meses e o segundo aos quatro anos. No caso das grávidas, elas precisam ser vacinadas a partir da 20ª semana. A vacinação durante a gestação evita que o recém-nascido contraia a bactéria antes que ele possa receber a imunização.

Sintomas variam muito, mas o mais clássico é uma tosse persistente, que provoca chiado no peito. Emagrecimento, indisposição e febre também podem estar presentes.

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