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Morre paciente com H1N1 em PE; é o 1º óbito associado à gripe de 2018

Paciente, de 45 anos, tinha síndrome respiratória aguda grave
Vacina contra gripe fornece elevada proteção contra as complicações associadas à gripe e que são responsáveis por internações e morte /  Foto: Miva Filho/SES/Divulgação

Foto: Miva Filho/SES/Divulgação
Da Editoria de Cidades - do JC

Um paciente de 45 anos, notificado em 16 de abril com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), veio a óbito na última terça-feira (24/4). Após análise laboratorial, feita pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) e divulgada na quinta-feira (26/4), foi constatada a presença do vírus da gripe H1N1 nas amostras coletadas.

CURTA-NOS

A informação foi confirmada, em nota, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) na manhã desta sexta-feira (26). O órgão acrescenta que, junto à unidade de saúde e ao município de origem do paciente (Recife), por meio da secretaria municipal de Saúde, investiga o caso do homem, que tinha comorbidade (doença crônica), o que pode ter contribuído para o agravamento do quadro de gripe.

A SES destaca que está permanentemente monitorando a circulação dos vírus respiratórios no Estado e que os casos de SRAG reduziram 38,5% em relação ao mesmo período de 2017. Rotineiramente, o órgão também está em contato com os serviços de saúde e com os municípios para reforçar a importância da notificação de SRAG, condição em que há a internação do paciente, e do uso da medicação (oseltamivir) para os casos com recomendação.

Cenário em PE
Entre quadros graves e leves de gripe, Pernambuco confirma pelo menos 18 casos de pessoas que já adoeceram devido à infecção pelos vírus respiratórios H1N1, H3N2 e influenza B. O número está no boletim epidemiológico da semana 15, divulgado ontem pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), e que compreende dados deste ano até o dia 14 de abril. A partir desse balanço, percebe-se que, em duas semanas, o Estado mais que triplica o número de casos, já que eram cinco confirmações de gripe até o dia 31 de março.

Os resultados positivos do último boletim estão dentro da notificação de 315 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), condição em que há necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório. Entre esses casos, um resultado positivo foi para H1N1 e quatro para H3N2. Já em relação aos casos da síndrome gripal, que engloba os adoecimentos leves de infecção pelos vírus, foram confirmados oito casos de H1N1, quatro de influenza H3N2 e um de influenza B.



“Observamos um crescimento nas notificações ao longo de 15 dias. É um cenário que segue a tendência nacional. Além dos números oficiais, médicos das redes pública e privada de saúde relatam aumento de casos de SRAG com possibilidade de estarem associados à influenza. Mas só os exames laboratoriais podem atestar essa relação”, diz o infectologista Paulo Sérgio Ramos, da Fiocruz Pernambuco e do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Imunização
A SES também reforça que os municípios pernambucanos estão abastecidos da vacina contra a gripe, que protege contra três vírus em circulação: H1N1, H3N2 e B. Ao todo, mais de 2,3 milhões de pernambucanos estão aptos a participar da campanha. Fazem parte dos grupos prioritários: idosos, crianças de 6 meses a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), trabalhador de saúde, professores, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A campanha de vacinação contra a gripe também contempla pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais: doença respiratória crônica, cardíaca crônica, renal crônica, hepática crônica, neurológica crônica; diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados e indivíduos com trissomias. A expectativa é imunizar, no mínimo, 90% do público prioritário.

Em doenças agudas febris moderadas ou graves, recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro. As pessoas com história de alergia a ovo, que apresentem apenas urticária após a exposição, podem receber a vacina da gripe mediante adoção de medidas de segurança. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores bem como a qualquer componente da vacina ou alergia comprovada grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados.


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