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Suspeitos de homicídios presos no Grande Recife queimavam rivais ainda vivos, diz chefe da polícia

Declaração foi dada pelo chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito do Amaral, nesta sexta-feira (20), durante balanço parcial da ' Operação Cacique'. Investigações apontam que grupo é responsável por, pelo menos, 19 mortes.

Suspeita de tráfico de drogas e homicídios na Região Metropolitana do Recife, a quadrilha desarticulada pela 'Operação Cacique', na manhã desta sexta-feira (20), queimava os rivais vivos. A declaração foi dada pelo chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito do Amaral, durante um balanço parcial da ação, feito na capital. As investigações apontam que o grupo é responsável por, pelo menos, 19 mortes. Entretanto, a polícia acredita que esse número pode ser bem maior. (Veja vídeo acima)
“Esse grupo agia com muita crueldade durante os crimes. Eles matavam os rivais ateando fogo a eles ainda vivos. Temos certeza de que a quantidade de mortes é muito maior”, pontuou Joselito Amaral.
A ‘Operação Cacique’ cumpriu 16 mandados de prisão e quatro de busca e apreensão domiciliar. Essa é a 38º ação de repressão qualificada desencadeada pela corporação, este ano, no estado. Os mandados foram expedidos pela Juíza da Primeira Vara da Comarca de Camaragibe, na Região Metropolitana.
Desse total, sete mandados de prisão foram cumpridos. Outros sete alvos já estavam em unidades prisionais do estado. Há dois foragidos. Mas a participação desses dois homens que ainda são procurados, segundo a polícia, é de menor relevância.
Ainda segundo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, a quadrilha lavava o dinheiro obtido com o tráfico comprando bens. A atuação do grupo teve início na Zona Oeste do Recife e logo se expandiu para municípios da Região Metropolitana.
“Eles ainda usavam esse dinheiro para comprar mais droga para aumentar seu campo de atuação. Começaram a atuar na Várzea [Zona Oeste do Recife], partindo para Camaragibe [município do Grande Recife] e já estavam no Cabo de Santo Agostinho [município na RMR]”, completou.
Entre os mandados de prisão, a polícia anunciou que conseguiu deter o líder da quadrilha e três pessoas que praticavam os homicídios. “Ou seja, eles eram o braço armado do líder. Até o momento, ligamos o grupo a 19 homicídios, mas com a ouvida deles e a delação premiação acreditamos que vamos descobrir mais mortes”, disse Amaral.
Participam da ação 50 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações foram efetuadas pela Delegacia de Camaragibe. Os presos e o material apreendido foram levados para a sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), no Cordeiro, na Zona Oeste do Recife.
Outros detalhes serão repassados durante uma coletiva de imprensa marcada para acontecer na segunda-feira (23), às 9h.

G1 PE

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