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No Recife, Lula invoca espírito sertanejo no Cais do Sertão

Lula percorreu o equipamento, mas não falou com imprensa. Visita do ex-presidente marca momento de reaproximação com PSB

Lula percorreu instalações do Museu Cais do Sertão / Foto: Diego Nigro/JC Imagem

Foto: Diego Nigro/JC Imagem
Da Editoria de Política
Do JC
O primeiro ato do ex-presidente Lula (PT) no Recife teve ares de campanha – com militância, centenas de fotografias e confusão com manifestantes contrários ao petista. Após passagem por Xexéu, na Mata Sul do Estado, o petista chegou ao Museu Cais do Sertão, no Bairro do Recife, com duas horas de atraso e percorreu as instalações do espaço ao lado de apoiadores e de políticos aliados. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) se integrará nesta terça-feira à comitiva do petista, que fará dois atos públicos – pela manhã em Ipojuca e no Pátio do Carmo (Centro do Recife) à tarde. Durante a passagem pelo Estado, o ex-presidente teve ainda hoje encontro com Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos (PSB). A visita foi tratada como cortesia, mas abre espaço para uma futura reaproximação entre o PSB e o PT, tanto no campo nacional quanto no local.



Lula percorreu as instalações do Museu vestido com gibão e chapéu de couro. Ele tocou sanfona, triângulo e se divertiu com petistas que o acompanhavam, entre eles o senador Humberto Costa (PT) e a vereadora Marília Arraes (PT), que vem pavimentando o caminho para entrar na disputa pelo governo do Estado. O Museu foi escolhido, porque Lula quando era presidente destinou verbas federais para sua construção.

Antes da chegada do ex-presidente, alguns manifestantes anti-petistas e militantes da juventude do PT se estranharam. O grupo anti-Lula era formado por quatro pessoas e se declarou apolítico. Eles foram ao local com bandeiras do Brasil para protestar contra a presença de Lula e o gesto acabou gerando bate-boca com os que aguardavam a chegada do petista. Policiais militares foram acionados para conter os grupos. O pessoal contrário a Lula precisou ser escoltado para fora.

“Eles estão tirando foto e intimidando. Inclusive, eu ouvi gritos racistas vindo deles. Infelizmente, aconteceu isso. Estamos sendo expostos a esse tipo de iniciativa fascista”, contou o estudante de pós-graduação Rodrigo Ribeiro. Ele temia que as fotos fossem usadas para estimular a violência contra os militantes petistas. “Nós exercemos nosso direito de cidadania. Como estamos numa democracia, todo mundo tem o direito de mostrar sua expressão. Não sei como eles pregam a democracia...”, criticou Mari Paulina, que protestava contra o petista.

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