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Justiça aceita denúncia contra líder de quadrilha de assaltos a bancos

Paulo Donizetti é acusado de vários assaltos a bancos no País. Foto: Divulgação
Paulo Donizetti é acusado de vários assaltos a bancos no País. Foto: Divulgação

Apontado como um dos maiores assaltantes de bancos do País e suspeito de liderar a quadrilha que explodiu dos bancos e tocou o terror em Porto de Galinhas, Paulo Donizete Siqueira de Souza irá para o banco dos réus em Pernambuco. Nesta quinta-feira (23), a Justiça acatou denúncia do Ministério Público e ele passa a responder processo por formação de quadrilha, falsidade ideológica, receptação qualificada e porte ilegal de armas de uso restrito. Paulo foi preso em flagrante no último dia 7, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, com mais dois comparsas, que seriam fugitivos do Presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Ele também é suspeito de articular o assalto à empresa de transporte de valores Brinks, na última terça-feira.


Por enquanto, Paulo responde na Justiça pernambucana apenas pelos crimes relacionados à prisão em flagrante. Mas outros inquéritos policiais estão em andamento e ele pode vir a ser denunciado pelo Ministério Público por outros crimes, entre eles algumas das recentes explosões a bancos registradas no Estado. Também foram denunciados Alisson Breno Pereira de Lima e Paulo César Diógenes Targino Júnior. O caso está na 6ª Vara Criminal da Capital.

Ataque à Brinks
Polícia já tem linha de investigação sobre o assalto à Brinks. Foto: Bobby Fabisak /JC Imagem

A Polícia Civil investiga se Paulo Donizeti era o líder da quadrilha que assaltou a empresa Brinks. De acordo com as investigações preliminares, o suspeito, que responde a processos em vários estados, teria vindo morar no Recife com o objetivo de articular e praticar um roubo de grande porte. Para os investigadores, há indícios de que o grande alvo era a Brinks, cujo planejamento do crime havia sido iniciado no ano passado. E muito dinheiro havia sido investido para isso.


Leia também: Polêmica em perícia realizada no local do crime

Buscas por suspeitos

Os integrantes da quadrilha seriam de São Paulo, todos ligados ao líder, segundo investigadores ouvidos em reserva pelo blog. Há suspeitas ainda de que alguns deles teriam se infiltrado e estavam prestando serviços à empresa – fato ainda não confirmado, já que esses supostos funcionários  ainda não foram encontrados pela polícia para prestar depoimento. Na manhã da quarta-feira (22), outros funcionários da empresa prestaram depoimento no Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri). Um casal também foi detido, mas ainda está sendo investigada a participação na investida.

O caso

Cerca de 20 a 30 pessoas podem ter participado da ação, cuja quantia em dinheiro roubada ainda não foi revelada. Em coletiva, ontem, o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Kehrle, destacou que a quadrilha é interestadual e que já tem algumas pistas sobre os integrantes. No entanto, nenhum outro detalhe foi repassado. Sabe-se, porém, que o grupo há cerca de 15 dias havia alugado um galpão em Jardim São Paulo. Veja aqui imagens dos materiais encontrados no imóvel.

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