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Especialista alerta sobre riscos à saúde no uso excessivo de analgésicos

Indicados para amenizar ou impedir a evolução da dor, os analgésicos são uma categoria de medicamentos muito utilizada por muitos brasileiros. Desde os mais simples, que não necessitam de prescrição médica até os opioides, substâncias mais potentes que exigem receita passada por um médico, é difícil encontrar alguém que nunca tenha recorrido a esta classe de remédio. Os especialista, entretanto, reforçam que a utilização excessiva pode causar efeitos adversos no organismo e sérios danos à saúde.

“Os analgésicos mascaram quadros mais graves. Por exemplo, um paciente com sintomas de meningite, porém sem diagnóstico médico, apresenta febre e utiliza desses medicamentos. Embora resolva a manifestação febril, a real doença, que deveria ser tratada o mais breve possível, permanece latente”, explica o médico Paulo Renato Fonseca, diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

Outros fatores também devem ser lembrados neste cenário. A automedicação e seus riscos inerentes é um deles. A interação medicamentosa de analgésicos com outras drogas é outro hábito preocupante. Segundo os médicos, por exemplo, o consumo de alguns anti-inflamatórios por pacientes que convivem com asma pode desencadear crises de falta de ar. “É importante destacar que o consumo abusivo de analgésicos pode transformar dores simples em crônicas. Especialmente como forma de controle de dores de cabeça, há grandes chances de que uma cefaleia eventual vire crônica diária”, alerta o especialista.

Como forma de prevenção, o uso de analgésicos deve ser restrito ao grupo considerado simples, de medicamentos disponíveis em balcão de farmácias e que acarretam em menor risco à saúde. É importante observar se o paciente utiliza concomitantemente medicação para tratar alguma doença listada como possível reação, evitando, assim, algum efeito colateral prejudicial.

Medidas não medicamentosas como massagem, fisioterapia, repouso da estrutura dolorida e técnicas como uso do gelo em contusões, minimizam dores sem precisar recorrer aos analgésicos. “O mais importante é o diagnóstico, que procurará a causa mecânica e estrutural de um desconforto. Somente a partir dele que o analgésico tem real indicação”, finaliza o médico.

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