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Lula manda cortar tráfego aéreo e via rio por garimpeiros em terra yanoma

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30.1.23


Lula, em reunião com ministros sobre povo yanomamiImagem: Ricardo Stuckert



Carla Araújo e Lucas Borges Teixeira

Colunista do UOL e do UOL, em Brasília

O presidente Lula (PT) determinou hoje agilidade para cortar os tráfegos aéreo e fluvial de garimpos ilegais em terra yanomami, em Roraima. O objetivo do governo é iniciar um processo de remoção dos criminosos, conforme anunciado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Em reunião com sete ministros e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, Lula determinou que as ações sejam feitas "no menor prazo", "para estancar a mortandade e auxiliar as famílias yanomami".
Apenas pessoal autorizado pode ingressar na reserva indígena —isto é, a circulação de aviões e barcos por garimpeiros na área já era proibida e vinha sendo burlada.

As iniciativas visam combater, o mais rápido possível, o garimpo ilegal e outras atividades criminosas na região impedindo o transporte aéreo e fluvial que abastece os grupos criminosos."Presidência da República, por meio de nota

"As ações também visam impedir o acesso de pessoas não autorizadas pelo poder público à região buscando não apenas impedir atividades ilegais, mas também a disseminação de doenças", completou o Planalto.

No final de semana, Marina disse à Folha de S. Paulo que governo iria fazer uma megaoperação unindo diversos ministérios.

Conforme adiantou o colunista do UOL Leonardo Sakamoto, o objetivo é remover entre 20 e 40 mil garimpeiros e acabar com a exploração do ouro ilegal em território amazônico — compromisso de Lula desde a pré-campanha.

À tarde, Lula recebe o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, para debater, entre outros assuntos, a retomada do Fundo Amazônia.

Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Defesa, José Múcio, também deverão fazer outra reunião para alinhar estratégias para combate ao garimpo.

Nesta manhã, o governo já havia determinado a criação de um grupo de trabalho com "finalidade de propor medidas contra a atuação de organizações criminosas, inclusive com a exploração do garimpo, em terras indígenas", com 60 dias para concluir seus trabalhos.

A portaria foi assinada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino, e publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. Entre as razões para criação do grupo é citada a situação do povo yanomami, assolado por garimpo ilegal, fome, desnutrição e morte.

Vamos atuar firmemente e o mais rápido possível na assistência de saúde e alimentação ao povo Yanomami e no combate ao garimpo ilegal."Lula, nas redes sociais, após a reunião

Lula foi a Roraima em meio a denúncias de calamidade de saúde dos yanomamis no último dia 21. Ele criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que priorizará o atendimento à saúde e transporte público para população e reforçou a promessa de acabar com o garimpo ilegal.

De acordo com a FAB (Força Aérea Brasileira), de sexta-feira (27) até esta tarde, já foram realizadas:mais de 170 atendimentos no hospital de campanha, a maioria de pediatria, ginecologia e clínica médica;
entrega de 56 toneladas de medicamentos e mantimentos;
entrega de cerca de 3.000 cestas básicas;
37 evacuações aeromédicas (transportes de pacientes) em helicópteros.

Na última segunda (23), dois dias após visitar Roraima, o governo petista exonerou 11 coordenadores distritais de saúde indígena do Ministério da Saúde pela situação dos yanomamis.

Um dia antes (22), o PT havia entrado com uma ação na PGR (Procuradoria Geral da República) contra Bolsonaro e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, por genocídio contra o povo yanomami.

O governo Bolsonaro escreveu cartas para as entidades internacionais de que os yanomamis estavam sendo atendidos e que programas específicos sobre a saúde do grupo tinham sido implementados. O relato do governo, no entanto, contrasta com as imagens que circularam o mundo.
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Brasil confirma 3.829 mortes por Covid-19 e passa de 340 mil óbitos

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8.4.21

 

Correio Braziliense
Foto: Yuri Cortez / AFP
Um dia após registrar mais de 4 mil novas mortes pela Covid-19, o Brasil assiste a uma ligeira redução na letalidade do novo coronavírus. No balanço desta quarta-feira (7), foram acrescentadas 3.829 fatalidades em todo o país, totalizando 340.776 óbitos. Além disso, o balanço do Ministério da Saúde confirmou mais 92.625 infecções. Ao todo, mais de 13,1 milhão de pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus no Brasil.
Com os novos números diários, a média móvel de casos e mortes do país continua crescendo e chegou a 63.494 infecções e 2.752 mortes por dia, nos últimos sete dias, segundo a análise do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

Os altos números vistos já no início de abril assustam especialistas e pesquisadores. Eles alertam que a pandemia pode permanecer em níveis críticos ao longo do mês de abril no Brasil. Essa é a conclusão do último boletim Observatório Covid-19 BR, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta terça-feira (6).

Segundo o documento, 20 das 27 unidades federativas estão com taxas de ocupação de UTIs superiores a 90%. O nível crítico das UTIs, somado às filas por um leito, contribui para a previsão de abril acabar como o pior mês da história da pandemia.

A previsão é de que o Brasil encerre o mês com quase 420 mil mortos, segundo estimativa da Universidade de Washington. O estudo, que leva em consideração as atualizações do Ministério da Saúde, esperava pico de óbito de 4 mil apenas para o dia 24, marca que foi superada agora no início do mês. Um dos fatos que eleva ainda mais os números é a volta do feriado de Páscoa, com a inserção de casos represados.

FESTA DO TAPUIA 2022

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