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'Morreu nos meus braços, soterrada comigo', diz homem que perdeu esposa em deslizamento em Jaboatão

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1.6.22


Numa casa, 11 pessoas ficaram feridas. Duas morreram. Caso ocorreu no Zumbi do Pacheco, em Jaboatão. Estado tem mais de cem mortos devido às chuvas.

Pedro Alves e Bianka Carvalho, g1 PE e TV Globo

"Ela morreu nos meus braços, soterrada comigo. A gente estava agarrado, estava dormindo de conchinha. E ela morreu nos meus braços. Morreu falando, e ainda me deu xau. Disse ‘eu estou morrendo, Glaucio, xau, estou morrendo’. Assim que aconteceu".
A fala é do serralheiro Glaucio José da Silva, que perdeu a esposa, Luci Maria da Silva, de 48 anos, num deslizamento de barreira em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, no sábado (28) (veja vídeo acima com o depoimento).
A mulher é uma das mais de 100 pessoas que perderam a vida no desastre que deixou mais de 6 mil desabrigados. Ainda há dez desaparecidos, segundo o balanço mais recente do governo estadual.
Lucia Maria da Silva, de 48 anos, morreu soterrada por barreira em Jaboatão — Foto: Reprodução/WhatsApp

Na casa de Glaucio, 11 pessoas ficaram feridas. Duas morreram. Além da esposa, morreu o marido da cunhada dele, Francisco Claudino de Oliveira, de 61 anos.
Havia muita gente na residência para a festa de aniversário da esposa do idoso que morreu. Ele morava em Caruaru, no Agreste, e estava na casa dos cunhados para a festividade. A família mora no Loteamento Campo Verde, no Zumbi do Pacheco.
Francisco Claudino de Oliveira, de 61 anos, é uma das vítimas de deslizamento de barreira em Jaboatão — Foto: Reprodução/WhatsApp

"Ela foi no banheiro e a gente tinha acabado de deitar, aí escutou o estrondo e não deu tempo de fazer mais nada. Eu me abracei, protegi ela e pronto. Não deu mais nada", declarou o serralheiro.

Segundo o serralheiro, quem o salvou foram vizinhos, que o retiraram do meio da lama e dos escombros da casa. Os corpos, segundo ele, também foram encontrados e removidos pelos moradores.

"Bem material não importa, o que importa é minha esposa, que eu não vou ter ela mais. A vizinhança, a população me salvou. Não tinha bombeiro, nada. Já estava escuro, chovia muito. A barreira continuava caindo, mas graças aos meus vizinhos, estou aqui. Se não fosse a vizinhança, eu não estava aqui, não. Perdi tudo, minha casa, minha oficina, minhas máquinas, e meus carros estão ali soterrados. E meu bem maior eu queria que estivesse aqui comigo, minha esposa", declarou.
A casa de Glaucio ficava embaixo de uma barreira onde foi construído um conjunto residencial. O mirante do residencial caiu junto com a barreira sobre a casa da família. Também há uma piscina na beira da encosta. Ele atribui à construção dos prédios a fragilidade da barreira.

"Faz 30 anos que eu moro aqui, não existia esses prédios. Era só a barreira, natural, e nunca caiu nada. Pelo contrário, a gente tinha lucro com essa barreira, porque descia areia, a gente vendia a areia e ganhava dinheiro. Depois que eles fizeram isso, aconteceu essa tragédia. Fora os outros problemas. Eu já tinha dado parte porque os moradores jogavam pedra, coco, garrafa", declarou.

Sobe para 106 o número de mortos após chuvas em Pernambuco

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31.5.22

 

O número de mortos pelas chuvas em Pernambuco subiu para 106, de acordo com balanço divulgado na tarde desta terça-feira (31) pelo governo do estado. Ao todo, dez pessoas seguem desaparecidas em todo o estado.

No início da tarde desta terça, os corpos de seis vítimas de deslizamentos de barreiras foram encontrados - três na Vila dos Milagres, no Recife, e outras três em Jardim Monteverde, entre Recife e Jaboatão dos Guararapes, onde os trabalhos de buscas se encerram, uma vez que todos os desaparecidos foram encontrados, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Os seis corpos achados nesta terça foram encontrados com a ajuda de cães de guarda. 

As buscas por soterrados seguem em Vila dos Milagres, no Recife, no Curado IV, em Jaboatão, e em Areeiro, em Camaragibe. Em Jaboatão Centro e em Paratibe, em Paulista, são procuradas duas pessoas possivelmente levadas pelas enchentes.

Perícia aponta irregularidades em obra que soterrou trabalhadores na Paraíba

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5.11.21


Perícia aponta irregularidades em obra que soterrou trabalhadores na PB
O procurador do Trabalho Eduardo Varandas revelou que os laudos apontaram irregularidades graves na escavação da vala


Perícia aponta irregularidades em obra que soterrou trabalhadores na PB (Foto: Reprodução)


O Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) divulgou, nesta quinta-feira (04), o resultado de perícias realizadas na obra de execução da rede de drenagem na BR 230, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. O procurador do Trabalho Eduardo Varandas revelou que os laudos apontaram irregularidades graves na escavação da vala onde houve o soterramento de dois trabalhadores, causando a morte de um deles. A obra foi embargada pela Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba (SRT-PB).

Duas perícias foram realizadas no dia 29 de outubro, no canteiro de obras, no trecho da BR 230 onde houve o acidente (em 27 de outubro). A primeira perícia, que resultou no embargo, foi feita pela Auditoria Fiscal do Trabalho da SRT-PB. A outra foi realizada por um analista pericial do Ministério Público da União/PRT13, por determinação do procurador Eduardo Varandas.


De acordo com o laudo técnico do MPU/PRT13, foram evidenciadas irregularidades relativas à segurança para escavações, tendo em vista que na vala onde ocorreu o acidente as “paredes laterais não estavam estabilizadas”. O laudo também aponta a “falta de elaboração e implementação de programa preventivo de segurança que considere os riscos das atividades”.

Audiência

Nesta quinta-feira (04), o MPT-PB realizou audiência na Sede, na Capital, para ouvir representantes do Exército e da Construtora CLN, responsável pela execução da obra. O procurador do Trabalho Eduardo Varandas afirmou que o MPT está aprofundando as investigações. De acordo com o procurador, já foi requisitada uma série de documentos à empresa para verificar as conformidades.

Sobre a responsabilidade em relação à obra, Eduardo Varandas afirmou que “a empresa como empregadora originária tem a obrigação de manter o meio ambiente de trabalho seguro, e o Exército como contratante tem o dever de fiscalizar e assegurar o cumprimento dessas normas. Vamos continuar com a nossa investigação para apurar eventuais culpabilidades e, em sendo o caso, denunciar os responsáveis à Justiça”.

Em relação à previsão de conclusão da investigação, o procurador informou que não foi determinado um prazo específico porque está em uma fase muito preliminar, verificando todas as providências a serem tomadas, mas espera que em 60 dias o caso já esteja cumprido e com uma conclusão definitiva.

COMOÇÃO: Garoto de apenas 16 anos morre soterrado por barreira em Alagoa Nova, PB

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3.1.19


Foi sepultado às 10h00 desta quinta-feira (02/01) em Alagoa Nova o corpo do adolescente que morreu soterrado após o desabamento de uma barreira.

O corpo foi velado na casa do pai dele, bem próximo de onde ocorreu o acidente num clima de completa comoção.

ENTENDA O CASO
O acidente aconteceu onde está sendo construído um barreiro no sítio “São Tomé”.

Na  tarde desta quarta-feira (02) Gilson Bento Tomás Júnior, de 16 anos, acompanhava trabalhadores que retiravam areia para levar para o sítio do pai dele que, por causa de uma cirurgia, não pode acompanhar.
Em virtude sol, Gilson se abrigou em baixo de uma barreira que em seguida desabou soterrado o garoto.
Os trabalhadores retiraram o estudante, levaram para o Hospital de Alagoa Nova, mas ele já chegou sem vida.
O estudante era bastante querido na comunidade e gostava de trabalhar.
(Por www.renatodiniz.com)

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