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O Talibã anunciou uma "anistia geral" em todo o Afeganistão nesta terça-feira (17) e pediu às mulheres que se juntem ao seu governo

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17.8.21


O Talibã anunciou uma "anistia geral" em todo o Afeganistão nesta terça-feira (17) e pediu às mulheres que se juntem ao seu governo, em uma tentativa de convencer a população de que o grupo mudou.

Os extremistas disseram que todos "devem retomar sua vida cotidiana com total confiança" e pediram aos funcionários públicos que voltem a trabalhar normalmente.

O Talibã está tentando se mostrar como mais moderado do que quando comandou o país, entre 1996 e 2001, e adotou uma visão extremamente rigorosa da lei islâmica, impondo restrições sobretudo às mulheres, que eram impedidas de trabalhar e estudar.

Como parte deste esforço, um porta-voz do Talibã foi entrevistado nesta terça por uma apresentadora mulher, sem burca, na rede de televisão Tolo News.

“O mundo inteiro agora reconhece que os talibãs são os verdadeiros governantes do país”, disse Beheshta Arghand à apresentadora Mawlawi Abdulhaq Hemad, segundo o jornal americano "The New York Times". "Estou surpreso que as pessoas tenham medo do Talibã".
Mas muitos afegãos continuam céticos. Os mais velhos se lembram das visões islâmicas ultraconservadoras que também incluíam apedrejamentos, amputações e execuções públicas.

Entenda no vídeo abaixo por que as mulheres serão as mais afetadas com a volta do Talibã ao poder:

Afeganistão: mulheres serão as mais afetadas pela retomada do poder pelo Talibã
Afeganistão: mulheres serão as mais afetadas pela retomada do poder pelo Talibã

Enamullah Samangani, membro da comissão cultural do Talibã, afirmou que o novo governo "não quer que as mulheres sejam vítimas". "Elas deveriam estar na estrutura governamental de acordo com a lei sharia", sem especificar como a lei islâmica seria interpretada.

Outros líderes talibãs já disseram que não buscarão vingança contra aqueles que trabalharam para o governo afegão ou países estrangeiros. Mas algumas pessoas dizem que os extremistas têm listas de pessoas que cooperaram com o governo e estão procurando por elas em Cabul.

Rupert Colville, porta-voz do alto comissário das Nações Unidas para direitos humanos (Acnur), afirmou em um comunicado que "essas promessas precisarão ser honradas" e que, por enquanto, "foram recebidas com algum ceticismo".


"Houve muitos avanços duramente conquistados em direitos humanos nas últimas duas décadas. Os direitos de todos os afegãos devem ser defendidos", disse o porta-voz da Acnur.
Volta ao 'normal'
Mesmo assim, os afegãos tentam retornar à vida normal na capital afegã nesta terça. Muitas lojas reabriram, o tráfego era intenso e as pessoas voltaram às ruas da capital.

Mas alguns ainda têm medo — principalmente as mulheres, que em sua maioria evitam sair às ruas. Talibãs estão organizando o fluxo de veículos e instauraram postos de controle na cidade.

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Malala: 'Estou profundamente preocupada com a segurança de mulheres e meninas'
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O Talibã voltou ao poder com uma ofensiva relâmpago, conquistando todas as províncias e a capital Cabul em menos de duas semanas. Muitas cidades caíram sem lutar, e o presidente afegão, Ashraf Ghani, fugiu do país (veja mais abaixo).

A tentativa de volta à vida "normal" ocorre um dia após cenas de caos e mortes serem registradas no aeroporto da capital, com milhares de pessoas invadindo a pista para tentar fugir do país.


Em meio ao desespero, afegãos entraram em aviões estacionados e se agarraram a aeronaves prestes a decolar. Vídeos mostram o que seriam pessoas caindo do céu após a decolagem (veja abaixo).

Afegãos desesperados invadem aeroporto de Cabul e se agarram a avião para fugir do Talibã
Afegãos desesperados invadem aeroporto de Cabul e se agarram a avião para fugir do Talibã

Talibã de volta ao poder
Pessoas estão tentando deixar o Afeganistão após o Talibã tomar a capital Cabul e voltar ao poder depois de 20 anos. O presidente afegão fugiu do país, e o palácio presidencial foi tomado no domingo (15).

A queda de Cabul ocorreu muito antes do previsto pelos EUA: os serviços de inteligência americanos estimavam que o Talibã chegaria à capital afegã em setembro, com uma possível tomada do poder em novembro.

O Talibã foi retirado do poder em 2001 pelos EUA, que atacaram o Afeganistão em reação ao atentado do 11 de Setembro. O grupo extremista eram acusado de esconder e financiar membros da Al-Qaeda, grupo terrorista comandado por Osama bin Laden e responsável pela queda das Torres Gêmeas.

Em fevereiro de 2020, o então presidente americano, Donald Trump, assinou acordo de paz com o Talibã que previa a retirada total das tropas do Afeganistão até abril deste ano. O atual presidente dos EUA, Joe Biden, manteve o acordo e adiou a saída completa para o fim deste mês.


A maior parte das forças lideradas pelos EUA deixaram o Afeganistão em julho, e o Talibã se aproveitou da retirada e avançou rapidamente pelo país, conquistando todas as províncias e a capital Cabul em menos de duas semanas.

G1

DISCURSO ODIENTO: População de Casinhas repudia a velha política adotada pela candidata da oposição

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14.10.20


A candidata da oposição a João Camêlo, no seu discurso usou palavras que são usadas na prática da velha política que tenta se camuflar no Município de Casinhas. Agora são dois discursos usados pela mesma pessoa em Municípios diferentes. Um discurso para Orobó, outro discurso para Casinhas. Lembrando que em Orobó,a candidata é primeira dama do Município. Ou seja, o discurso da mudança naquela terra não funciona. Em Casinhas, o tom discurso começa a ganhar ares de uma suposta mudança raivosa ao prefeito João Camêlo. Calma! Precisa usar muitas havainas para realmente conhecer toda uma história política do Município de Casinhas. O povo de Casinhas têm uma história de carinho com o Prefeito João Camêlo.
Um peso e duas medidas 
A candidata adversária não têm como se camuflar na nova política usando dos métidos políticos praticados em Orobó. Haja vista que a velha política que reina em Orobó está próximo de acabar. Em Casinhas a candidata se travestiu do novo com discurso do velho, então duas coisas que são distintas  na política. Os áudios gravados em uma reunião política no Sítio Catolé, a candidata usou de ataques pessoal veemente raivosos ao citar o candidato a Prefeito João Camêlo.  Os ataques da candidata adversária  passou dos limites, chegando a chama´-lo de  preguiçoso ao citar ele e seus familaires. 
Em outra gravação, a candidata perdeu a sobriedade política e a  ética ao mandar João Camêlo lavar a boca.

Prefeita ‘ostentação’ vira ré de novo, desta vez, por desvios de R$ 2,7 milhões

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15.1.18

Foto: reprodução da internet

    
Estadão Conteúdo – A ex-prefeita de Bom Jardim (MA) Lidiane Leite da Silva virou ré em mais uma ação de improbidade, desta vez, por desvios de R$ 2,7 milhões em aluguel de veículos para o município. O ex-marido e mentor de sua carreira política, Humberto Dantas, conhecido como “Beto Rocha”, e outros já conhecidos por acusações sobre desvios ao lado da ex-prefeita “ostentação” também sentaram novamente no banco dos réus. A decisão é de 17 de novembro de 2017 e foi disponibilizada no Diário Oficial da última segunda-feira (8).

Segundo o juiz da 1ª Vara da Comarca de Buriticupu/MA, que responde também pela comarca de Bom Jardim, Raphael Leite Guedes, os acusados “apenas afirmaram que procederam de forma correta no referido procedimento licitatório, sem qualquer dolo, não juntando qualquer prova sobre o alegado, situação que, diante dos elementos presentes nos autos, milita em seu desfavor”.


“Assim sendo, RECEBO a presente ação de improbidade administrativa ajuizada em desfavor de Lidiane Leite da Silva, ex-prefeita municipal de Bom Jardim/MA, e de A4 Serviços de Entretenimento Ltda., Anilson Araújo Rodrigues, Antonio Oliveira da Silva, Fabiano de Carvalho Bezerra, Humberto Dantas dos Santos, Marcos Fae Ferreira França e Raimundo Nonato Silva Abreu, tendo em vista que, fazendo-se uma análise perfunctória, não se vislumbra nenhuma das hipóteses do §8º do art. 17 da Lei nº 8.429/92, tendo-se indícios da configuração de ato ímprobo por parte dos requeridos, o que restará esclarecido ao longo da instrução probatória, a ter lugar no presente feito”, anotou.

A prefeita ganhou notoriedade no meio do ano passado. Vaidosa, Lidiane exibia nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão para uma cidade de 40 mil habitantes, à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil. Carros de luxo, festas e preocupação com a beleza, o que inclui até cirurgia plástica, marcam o dia a dia da moça que se candidatou pela coligação “A esperança do povo”.

Atualmente em regime domiciliar, ela responde por desvios em variadas frentes, como merenda escolar, compra de caixões de luxo, obras de recapeamento de asfalto nunca executadas, reformas nas escolas, entre outros.

Segundo o Ministério Público do Maranhão, nesta ação, a ex-prefeita fraudou o Pregão Presencial n° 17/2013, com valor aproximado de R$ 2,7 milhões, para aluguel de veículos para a prefeitura de Bom Jardim.

“A suposta vencedora foi a empresa A4, que não tinha nenhum veículo registrado e teria sublocado carros e caminhões para servir ao Município”, afirma a Promotoria.

O suposto sócio da empresa, Anílson Araújo Rodrigues, afirmou em depoimento que “nunca foi empresário e, sim, um motoboy contratado por Fabiano de Carvalho Bezerra”.

Ele também garantiu que “nunca esteve em Bom Jardim e que teria assinado a ata da sessão pública de licitação em outro local e momento”.

Anílson Rodrigues afirmou desconhecer assinaturas tidas como suas em diversos documentos.

O próprio Fabiano Bezerra confirmou pagar R$ 3 mil mensais para que os dois supostos proprietários da empresa A4 atuassem como “laranjas”.

O promotor ressalta que solicitou, diversas vezes, cópias dos contratos de sublocação, “não tendo sido atendido”.

“Só se teve acesso aos documentos após o afastamento de Lidiane Leite, quando a ex-vereadora Sandra Regina os encontrou na sede da prefeitura. Os certificados de registro dos veículos estavam acompanhados de uma tabela com nomes, endereços, placas de veículos e outras informações.”

A Promotoria revela que uma cunhada de Antônio da Silva teria 18 contratos de sublocação de veículos pesados, totalizando quase R$ 200 mil mensais. Em depoimento, ela afirmou não trabalhar com aluguel de veículos e que a sua única renda seria o salário de professora, de R$ 724.

O Pregão Presencial 17/2013 também passou pela análise da Assessoria Técnica da Procuradoria-Geral de Justiça, que apontou irregularidades como a ausência de justificativa para a contratação, falta de cotação de preços e parecer jurídico, que deveria anteceder o edital, datado de quatro dias depois de seu lançamento.

Também não há termo de adjudicação da licitação e falta uma série de documentos exigidos da empresa, observa o promotor.

Outro detalhe é que a solicitação de dotação orçamentária tratava da aquisição de gás de cozinha. “Isso demonstra a falta de cuidado na falsificação dos documentos necessários para tentar dar aparência de legalidade ao certame”, afirma Fábio de Oliveira.

De acordo com ele “se observa nos comprovantes de transferências bancárias que a maior parte dos recursos usados para pagar a A4 e a Zabar vieram de fundos da educação, que nem poderia ser usados para fins diversos do costeio de pagamento de pessoal da educação”.

Crimes
Na denúncia, o promotor Fábio Santos de Oliveira elenca crimes supostamente cometidos por todos os envolvidos e aqueles específicos de cada um.

“Todos os envolvidos foram denunciados por constituir uma organização criminosa, com pena de reclusão de três a oito anos mais multa. Todos também foram enquadrados no crime de lavagem de dinheiro (reclusão de três a dez anos, mais multa) e em sete crimes previstos na Lei de Licitações, cujas penas podem chegar a 27 anos de detenção, além de multa.”

Lidiane “ostentação” e os outros quatro envolvidos foram denunciados, ainda, por crimes de falsidade ideológica – reclusão de um a cinco anos além de multa – e peculato, reclusão de dois a doze anos mais multa.

Antônio Oliveira da Silva também foi denunciado por corrupção ativa, cuja pena é de reclusão de dois a 12 anos, mais multa. Já Humberto Dantas dos Santos, o “Beto Rocha”, responderá por usurpação de função pública, “visto que exercia de fato o cargo de prefeito de Bom Jardim, sendo inclusive responsável pelos pagamentos realizados pela administração municipal”. A pena neste caso, é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

Já Lidiane Leite da Silva, a “ostentação”, responde pela “recusa, o retardamento ou a omissão de dados técnicos indispensáveis à propositura de ação civil pública, quando requisitados pelo Ministério Público” – punido com pena de reclusão de um a três anos, mais multa.

A Promotoria também atribui à Lidiane extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento – reclusão de um a quatro anos -, e desacato, detenção de seis meses a dois anos ou multa

Defesa
A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa da ex-prefeita. O espaço está aberto para manifestação.
Blog do Jamildo

O PMDB quer o poder

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17.7.15


Em meio à fragilidade de Dilma e às denúncias contra seus líderes no Congresso, o maior partido da base de sustentação do governo exibe suas credenciais e se apresenta como alternativa real à Presidência. Em 2018 ou, quem sabe, antes disso
Eliane Lobato (elianelobato@istoe.com.br)

Em política não existe vácuo de poder. Fiando-se nesse princípio, o PMDB ocupa espaço e apresenta suas credenciais num momento de isolamento e fragilidade da presidente Dilma Rousseff. Na última semana, os peemedebistas fizeram vários gestos de modo a se colocarem como alternativa real de poder. Se até então o partido se contentava em ser uma espécie de apêndice do Planalto, na condição de maior partido da base de sustentação do governo, agora o PMDB demonstra apetite para ser o protagonista principal. Em breve, se as condições políticas e jurídicas assim permitirem, ou mais adiante. Durante evento de lançamento da plataforma digital na internet da Fundação Ulysses Guimarães, o vice-presidente Michel Temer falou sobre a necessidade de se buscar a “tranquilidade institucional” no País. “Temos de levar adiante a ideia de uma grande pacificação nacional”, afirmou ao lado de expoentes do PMDB.

PMDB-01-IE2.jpg
ELES ALMEJAM MAIS
Em evento na Fundação Ulysses Guimarães, integrantes da cúpula do
PMDB defenderam a candidatura própria à Presidência da República

Na atual circunstância, uma declaração como esta não é pouca coisa, sobretudo vindo do vice-presidente da República, que é o primeiro na linha sucessória de uma presidente frágil e sob o risco de afastamento. Mas Temer foi adiante. Disse que seu partido quer ter candidato à Presidência na eleição de 2018, após ser questionado sobre se a aliança com o PT terminará daqui a três anos. “O que está sendo estabelecido é que o PMDB quer ser, digamos assim, cabeça de chapa em 2018”, ressaltou o vice-presidente.

É em momentos de turbulência política, como o atual, que o PMDB gosta de aumentar o seu preço. Por isso, movimentos como os que o partido faz agora não constituem novidade. O que é novo – e até certo ponto supreendente – é a intenção do PMDB de elaborar um projeto para o País. Para o final deste mês está prevista uma reunião com governadores, prefeitos de capital e presidentes de diretórios onde será apresentada uma proposta de governo com 15 pontos. O projeto será posto em debate a partir de agosto – mês considerado crítico para a presidente Dilma, quando ela enfrentará protestos nas ruas e julgamentos decisivos no TCU e TSE. “Faremos uma proposta que emocione, gere confiança, seja factível e que as pessoas entendam”, afirmou à ISTOÉ o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, Moreira Franco. Os pilares serão a estabilidade, o respeito aos fundamentos macro-econômicos, o equilíbrio fiscal, a liberdade de imprensa e a educação em tempo integral. Uma das bandeiras será a construção de um “País de classe média”.

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RETALIAÇÃO
O café da manhã com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy,
na Câmara foi boicotado pelo líder do PMDB, Leonardo Picciani 

Enquanto o vice-presidente e o ex-ministro Moreira Franco planejam para 2018 o rompimento com o governo, figuras de proa do PMDB se antecipam. Na sexta-feira 17, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou sua ruptura de maneira oficial, elevando ainda mais a temperatura da crise. Ele disse estar convencido da participação do que chamou de “um bando de aloprados” do Planalto na ação “persecutória” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para conseguir elementos para incriminá-lo no Petrolão. “Não vou aceitar que me arrastem para a lama. Por essa razão, me considero rompido com o governo. E vou tentar que meu partido vá para a oposição”, afirmou. Horas antes, em reunião com aliados, o peemedebista prometeu “explodir o governo”. Depois do anúncio, no entanto, o vice Michel Temer fez questão de dizer que a decisão de Cunha era pessoal e sem respaldo do partido.

Eduardo Cunha se transformou numa pedra no sapato do Planalto no Congresso desde que ele ascendeu ao comando da Câmara a contragosto de Dilma. O que atiçou ainda mais ira de peemedebista foi a disseminação da informação, semana passada, de que ele seria denunciado na Lava Jato. Na quinta-feira 16, ele foi implicado no escândalo pelo consultor Júlio Camargo, da Toyo Setal. Em depoimento, Camargo afirmou que Cunha pediu US$ 5 milhões em propina em um contrato de navios-sonda da Petrobras. O pedido teria sido feito durante um encontro dos dois no Rio, que contou também com a presença de Fernando Baiano, lobista do PMDB. Para Cunha, o governo estaria por trás das ações para miná-lo. “O delator foi obrigado a mentir. Há um objetivo claro de constranger o Legislativo e que pode ter o Executivo por trás”, disse.

Embebido em fúria, o presidente da Câmara passou a consultar juristas sobre o pedido de impeachment apresentado pelo Movimento Brasil Livre. Pretende ter uma opinião sobre o assunto em 30 dias. Até pouco tempo, considerava o tema impensável. Cunha sinalizou ainda que poderá instalar no segundo semestre uma série de CPIs com potencial de tirar o sono do Planalto, como as do BNDES e dos Fundos de Pensão. Na mesma toada da retaliação ao Planalto, o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, não compareceu nem ao café da manhã e nem à audiência do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na Câmara. Ele alegou incompatibilidade de agenda. Ninguém acreditou.

Outros integrantes da cúpula do PMDB participam de articulações mais sofisticadas. Conforme apurou ISTOÉ, líderes do partido procuraram o PSDB para sondá-los sobre um possível apoio a Michel Temer, em caso de impeachment da presidente. Os tucanos estão divididos, mas uma ala expressiva da legenda adota a lógica consagrada pelo deputado Tiririca segundo a qual “pior que está, não fica”.

Ailton de Freitas/AgÊncia O Globo; José Cruz/Agência Brasil  

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FESTA DO TAPUIA 2022

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