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Volkswagen e GM iniciam férias coletivas para 5 mil trabalhadores nas fábricas do Vale do Paraíba

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27.3.23


Com mercado em desaceleração, funcionários das duas fábricas em Taubaté e São José dos Campos ficarão afastados temporariamente das atividades.
Por Carlos Santos, g1 Vale do Paraíba e Região

Fábrica da Volkswagen em Taubaté — Foto: Volkswagen/Divulgação


As montadoras Volkswagen e General Motors (GM) iniciam nesta segunda-feira (27) períodos de férias coletivas para cerca de cinco mil trabalhadores de suas fábricas de Taubaté e São José dos Campos, no interior paulista.


Com o mercado em desaceleração, montadoras no país anunciaram afastamento de funcionários e redução na produção entre março e abril. As paralisações também ocorrem em unidades da Hyundai, em Piracicaba; Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo; e Stellantis, em Goiana no Pernambuco, que reúne marcas como Fiat, Peugeot, Citröen.
Na Volkswagen, o afastamento dos funcionários na fábrica de Taubaté será inicialmente de 10 dias para cerca de 2 mil trabalhadores. Depois desse período, um novo período de férias coletivas será adotado para 900 funcionários, que só voltam ao trabalho após o feriado de Tiradentes.

De acordo com a fabricante, a medida tem como objetivo a manutenção da linha de produção da unidade e ainda a instabilidade na cadeira de fornecimento de componentes, como por exemplo os semicondutores.
Na General Motors, a medida atingirá três mil funcionários da unidade de São José dos Campos (SP) - cerca de 80% da área de produção. O retorno está previso inicialmente para o dia 13 de abril.

A empresa não respondeu aos questionamentos feitos pelo g1, mas o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade explicou que o objetivo também é ajuste de estoque por conta da desaceleração do mercado e queda das vendas.

Montadoras paralisam mais uma vez; entenda os motivos
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Alta dos juros
A indústria automotiva passa por um novo momento de dificuldades, e voltou a anunciar paralisações de suas principais fábricas no Brasil. Ao contrário dos episódios recentes, contudo, a pandemia de Covid-19 não está no centro das atenções: o foco, agora, é a alta dos juros.

Como mostrou o g1, os aumentos da taxa básica de juros, a Selic, feitos pelo Banco Central desde 2021, começaram, enfim, a trazer consequências mais fortes para a economia. E uma delas é, justamente, a redução do consumo por meio da dificuldade de concessão de crédito.

Para analistas que acompanham o setor, o encarecimento do crédito junto com a redução do poder de compra da população reduziu o potencial de financiamento e, por consequência, a demanda por carros novos.

Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que janeiro de 2023 começou lento. Comparado ao mês anterior, houve queda de 34% nos emplacamentos de automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus — ainda que o número seja 12% maior que o observado em janeiro de 2022.

Em fevereiro, nova queda: 9% em relação a janeiro. Contra o mesmo mês de 2022, o acumulado também passou ao campo negativo: recuo de quase 2%. Considerando apenas automóveis, houve redução de 7% e 4,2%, respectivamente.

Vendas e produção de máscaras crescem no Polo de Confecções de Pernambuco

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25.4.20

O Polo de Confecções de Pernambuco precisou se reinventar em um curto prazo de tempo para minimizar os impactos da pandemia do coronavírus. Adaptar a produção das empresas localizadas no Agreste para itens que passaram a ser essenciais no combate à Covid-19 foi uma das alternativas encontradas e que vem dando resultados positivos. A produção de máscaras de tecido está crescendo, de acordo com a adesão das indústrias e a demanda crescente. Já são 80 empresas com selo que garante o padrão de conformidade reconhecido pelo Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções (NTCPE). Cerca de 1,6 milhão de máscaras já foram vendidas e um novo lote com mais 1 milhão de itens será adquirido pelo Governo, através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).

O primeiro passo da ação foi o trabalho em cima da orientação técnica. "Disponibilizamos cadernos técnicos elaborados pelo NTCPE que ensinam como fabricar as máscaras de tecido e já foram mais de dois mil downloads, não só no Agreste, mas em todo o estado para que empresas produzam em outros locais também. Daí começamos a trabalhar com as empresas do Polo de Confecções que se interessaram em aderir ao programa", explica Maíra Fischer, secretária executiva de Políticas de Desenvolvimento Econômico do Estado. Os manuais, que incluem ainda como produzir batas e protetores para os pés e os insumos necessários, estão disponíveis no site www.ntcpe.org.br. "Já estamos trabalhando com empresas para adesão para esses outros itens, como batas, e já temos 15 empresas com selo para isso", acrescenta.

O objetivo é atender o mercado pernambucano e também escoar a produção para outros estados. "Estamos dialogando com o setor privado para vender os produtos nos estabelecimentos do estado. E algumas empresas estão fazendo articulação direta para vendas porque já tinham contatos com outros estados, tinham revendedores e estão movimentando as redes", detalha Maíra Fischer. Além disso, as vendas online devem ser uma plataforma que vai fomentar ainda mais a comercialização. "Estamos articulando uma parceria com grandes ecommerces nacionais, a conversa está bem encaminhada", ressalta.

Inicialmente, o governo do estado havia comprado 200 mil máscaras e agora o pedido soma mais um milhão. Porém, o programa de ações também abrange outros tipos de fomento. Uma linha de crédito voltada para os empreendedores do segmento foi disponibilizada desde o início do mês pela Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), com empréstimos de até R$ 50 mil, somando R$ 6 milhões em crédito. Com taxas de juros de 0,31% ao mês, o recurso deve ser utilizado para o capital de giro e compra de matéria-prima.

Inclusive, a compra de matéria-prima promete ficar mais fácil, já que o Governo de Pernambuco autorizou o funcionamento de lojas de tecido e aviamento desde a última sexta-feira. "Muitas empresas estavam com dificuldades para comprar insumo e elas foram autorizadas a abrir para dar mais fôlego à região, vai beneficiar todo mundo", garante a secretária. O objetivo é dar acesso aos insumos necessários para a confecção das máscaras de tecido, que serão cada vez mais necessárias. Um decreto estadual torna obrigatório, a partir desta segunda-feira, o uso do item de proteção para funcionários e colaboradores dos estabelecimentos comerciais que está com o funcionamento permitido. Para o restante da população, há a recomendação do uso de máscaras também.18:22 25/04/2020

FESTA DO TAPUIA 2022

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