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Lula poderá ter dois palanques em Pernambuco

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10.9.21


Lula pode apoiar mais de um palanque em Pernambuco

Em Pernambuco, a reaproximação entre PT e PSB pode não resultar na formalização de uma aliança eleitoral e nem na oficialização do reingresso dos petistas na gestão do governador Paulo Câmara (PSB). Poucas semanas após a visita do ex-presidente Lula ao Estado, a tese de que o líder dos petistas possa apoiar mais de uma candidatura ao governo de Pernambuco, ganha força nos bastidores.


A deputada federal Marília Arraes (PT), que colocou seu nome à disposição da legenda para concorrer ao governo do Estado, afirmou que concorda em dividir o apoio do ex-presidente Lula em Pernambuco. "A questão estadual e local, a gente vai tratando com o tempo, e que nada impede também, que a gente faça um palanque amplo", defendeu. "Pela minha vontade, deveria haver vários candidatos a governador apoiando o presidente Lula. Se depender de mim, traria todos os candidatos de Pernambuco, todos os candidatos competitivos de Pernambuco para apoiar o presidente Lula, por uma questão de compromisso com a democracia. Mas isso é algo que a gente vai ver e vai articular ao longo dos meses", afirmou Marília.

Nas pesquisas de intenção de voto, a parlamentar tem aparecido como uma das mais bem avaliadas. Marília Arraes também tem o nome ventilado para uma disputa no senado, mas afirma que a disputa ao Poder Executivo Estadual é a prioridade.

A composição das chapas majoritárias dos palanques só deve ser divulgada pelos partidos no ano que vem, mas as lideranças tem buscado se entender. Entre PT e PSB, o apoio do presidente Lula é o fator mais determinante na formação da aliança.

PSB

Em reserva, um socialista admitiu que a possibilidade do partido dividir o apoio do presidente Lula em Pernambuco também está em pauta. "Falamos disso já na semana passada", sentenciou. "Mas muitos fatores ainda precisam ser resolvidos e muitos assuntos envolvem articulações nacionais", disse.

No Estado, mesmo com a reconciliação entre as siglas, o PT não deve voltar para a gestão estadual num futuro próximo, o que descarta a possibilidade de uma reforma administrativa em breve. A informação foi confirmada pelo governador Paulo Câmara em entrevista à CBN nesta semana. O mesmo indicativo foi feito também com relação ao desembarque do PDT, os quais já fizeram declarações públicas de desagrado com o PSB-PE. "Vamos continuar conversando com todos os partidos que queiram nos ajudar a governar Pernambuco, mas sem necessariamente mexer na equipe, até porque a equipe está tendo um desafio muito grande atualmente que é com o Plano de Retomada", disse Câmara.

O deputado federal Carlos Veras (PT), tem participado das agendas com o governador no interior do Estado. Veras confirmou que o partido não deve cobrar cargos do governo estadual neste momento e avalia que um novo reingresso na gestão só acontecerá, caso se concretize a aliança eleitoral. "Se concretizando a aliança para 2022, é possível que se volte antes ou se volte só num futuro governo em 2023. Mas a prioridade do PT agora não é voltar para o governo. A gente pode ajudar e pode continuar ajudando sem estar compondo num espaço de governo, num governo aqui do Estado, a nossa prioridade é devolver o Estado a brasileiros e brasileiras com eleição de Lula a presidente da República".
Fonte: Blog da Folha 

Como próximo passo, Paulo Câmara e Lula vão à mesa

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8.4.21


A reunião entre dirigentes e lideranças petistas e socialistas, realizada na última terça-feira, foi proposta pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann. Nas hostes petistas, o encontro é visto como o primeiro movimento sólido na busca de uma pacificação que mira 2022. O próximo passo já está no cronograma dessa recomposição e será uma reunião entre o ex-presidente Lula e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB. Desta vez, os dois terão uma conversa sem mais espectadores. O martelo ainda será batido sobre a data, segundo a coluna apurou. Nacionalmente, o PSB tem grande relevância para o projeto presidencial do PT, cuja meta, para 2022, é ter os socialistas na aliança e não mais na condição de neutralidade como ocorreu em 2018. Na missão de sedimentar esse caminho, Lula, no encontro virtual anteontem, passou a dançar conforme a música que vem sendo cantada pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, que é a unidade do campo progressista em detrimento do perfil hegemonista do PT. Ainda em 2019, Siqueira chegou a afirmar o seguinte: "Entre o PT e o Brasil, o PT sempre escolhe a si mesmo". Fez a crítica em relação à orientação dada por Lula, assim que deixou a prisão, no sentido de que o PT tivesse candidatura em todas as capitais.

Ali, Siqueira avisou: "Não vamos aderir a quem não quer apoiar ninguém com todo respeito ao PT". No ano passado, Pernambuco, que está para o PSB como o projeto presidencial de Lula está para o PT, foi palco de novo imbróglio entre as duas siglas, mais especificamente, a Capital, onde o PT bateu o pé e levou adiante a candidatura de Marília Arraes, contrariando as tentativas de aliança dos socialistas. Na última terça, após a reunião virtual, Siqueira, à coluna Painel da Folha de São Paulo, descreveu um Lula bem diferente daquele de 2019: "Mostrou muita disposição, mas também desprendimento. Disse que não será candidato de qualquer forma, que não está reivindicando essa condição". A flexibilização de Lula parece ter soado como música aos ouvidos de Siqueira, que acenou: “Penso que temos uma grande responsabilidade de juntar o maior número de forças políticas democráticas para superar essa fase trágica". A mudança de tom dos dois dirigentes precede a próxima fase, que é Lula ir à mesa com Paulo Câmara.

Entre Henry e Miguel, mais prazo
A reunião de ontem entre o presidente do MDB-PE, Raul Henry e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho resultou em uma troca de impressões inicial sobre 2022. Trataram das conjunturas local e nacional. Henry ponderou que a prioridade hoje é enfrentar a pandemia, que assunto de política pode soar como insensibilidade, mas disse que é preciso voltar a conversar.

Mea Culpa - Antes de emitir nota oficial, ontem, sobre a abstenção na votação do PL 948/21, que trata da aquisição de vacinas pela iniciativa privada. Marília Arraes já havia feito gesto no grupo de WhatsApp do diretório do PT, onde admitiu ter cometido erro e pediu desculpas, informando que soltaria nota pública.

Licitações 1 - Um consenso entre os palestrantes do seminário sobre a nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos, realizado ontem pela PGE-PE: é importante que a Administração Pública não se apresse a utilizar a nova lei, antes devendo investir na capacitação dos servidores e na estruturação interna.

Licitações 2- Em vigor desde a última quinta, a Lei nº 14.133/21 prevê um período de convivência com as leis que ela substituirá. No quesito padronização, em Pernambuco, desde 2019, decreto estadual prevê a utilização obrigatória de modelos de editais e instrumentos de contratação padronizados produzidos pela PGE-PE.

FESTA DO TAPUIA 2022

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