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Brasil perde para os EUA e conquista medalha de prata no futebol feminino

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11.8.24



PARIS 2024

Brasil perde para os EUA e conquista medalha de prata no futebol feminino
Algozes das brasileiras nas edições de Atenas-2004 e Pequim-2008, norte-americanas vencem por 1 x 0 no Parque dos Príncipes, conquistam o penta em Paris e frustram Amarelinha nova prata
 Correio Braziliense

(Foto: Brasil perde para os EUA e ganha medalha de prata nas Olimpíadas de Paris - (crédito: Abelardo Mendes Jr./Esp. Correio/D.A.Press)
(Foto: Brasil perde para os EUA e ganha medalha de prata nas Olimpíadas de Paris - (crédito: Abelardo Mendes Jr./Esp. Correio/D.A.Press) )


Mais uma vez, a Seleção Brasileira ficou a um passo de conquistar o ouro do futebol feminino de uma edição de Jogos Olímpicos. 

Olimpíadas 2024: Marta exalta campanha do Brasil em Paris após prata: 'Orgulho'
Olimpíadas 2024: Marta exalta campanha do Brasil em Paris após prata: 'Orgulho'
Depois de uma campanha com vitórias memoráveis contra rivais favoritas, a equipe verde-amarela entrou no gramado do Parque dos Príncipes para lutar pelo topo do pódio contra os Estados Unidos. 
Mas, repetindo as edições de Atenas-2004 e Pequim-2008, a Amarelinha teve de se contentar com a prata. Com gol de Mallory Swanson, as norte-americanas venceram, por 1 x 0, e encerraram a campanha irretocável com 100% de aproveitamento e a medalha dourada na Cidade Luz.

A missão da Seleção era tão complexa como a caminhada até a final em Paris. Time de melhor campanha do torneio olímpico, os Estados Unidos ganharam de todos os adversários: Zâmbia, Alemanha (duas vezes, uma delas na semifinal), Austrália e Japão não contiveram a força das americanas. As rivais, inclusive, haviam sido vazadas apenas duas vezes. 

Mas, após eliminar favoritos como França e Espanha no mata-mata, o Brasil não se intimidou e entrou em campo disposto a igualar forças com as adversárias.

No primeiro tempo, a missão teve êxito. O Brasil teve as melhores oportunidades, incluindo um gol anulado por impedimento de Ludmila. A equipe verde e amarela ainda exigiu duas defesas da goleira Naeher. Os Estados Unidos também chegaram, mas não causaram grandes preocupações para Lorena Leite. 

O zero, porém, teimou em permanecer no placar. Na etapa final, a equipe de Arthur Elias apresentou sintomas de desorganização e foi punida com gol de Swanson.

Autora do gol do título dos Estados Unidos no Parque dos Príncipes, Mallory Swanson é inimiga íntima de metade das convocadas da Seleção Brasileira. A atacante do Chicago Red Stars costuma enfrentar Kerolin, Adriana, Marta, Angelina, Lauren, Tarciane e Rafaelle nos gramados da National Women's Soccer League, a primeira divisão de futebol feminino do país. Ainda nesta temporada, ela se tornará companheira de Ludmila, recém-contratada pela franquia.

16 anos depois, vocês fizeram história!#JogosOlímpicos #TimeBrasil #Paris2024 #Subway pic.twitter.com/aBG7KeL6qu

— Time Brasil (@timebrasil) August 10, 2024
 
A final do torneio feminino de futebol nos Jogos de Paris-2024 também marcou o encontro entre as seleções dos países que estarão em evidência no próximo ciclo. Daqui a três anos, o Brasil receberá a primeira edição de Copa do Mundo Feminina na América do Sul. A competição pode ser a primeira de alto quilate da Amarelinha sem a Rainha Marta, única mulher não norte-americana a jogar três decisões olímpicas. Os Estados Unidos estão nos preparativos para receberem a versão de 2028 da Olimpíada, em Los Angeles.

O jogo

Arthur Elias orquestrou a equipe no esquema 3-4-3 para beneficiar os avanços de Yasmin e Adriana como alas pela esquerda e pela direita. O Brasil foi superior durante a primeira etapa. Reteve mais a bola, com 56% de posse contra 44% das americanas. A Amarelinha finalizou nove vezes na direção do gol defendida por Naeher, duas delas foram chances de claríssimas, como a da chegada de Ludmilla cara a cara após tabela com Jheniffer, no primeiro minuto. A camisa 14, porém, bateu fraco e rasteiro. Outra boa oportunidade veio nos acréscimos, quando a brasiliense Gabi Portilho aproveitou cruzamento pela direita para bater de primeira e forçar a arqueira americana a evitar o problema.

Apesar do domínio brasileiro, os Estados Unidos tiveram momentos de imposição. A técnica britânica Emma Hayes subiu as linhas da equipe e buscou aproveitar os lançamentos em velocidade, nas costas das laterais brasileiras. O esquema brasileiro no 3-4-3 transformava-se em um 4-4-2 na transição para a defesa. A melhor oportunidade de gol das então tetracampeãs olímpicas foi com Mallory Swanson, após vencer Adriana na corrida pela direita e chutar cruzado para Lorena espalmar.

Na volta do intervalo, o pilhado Arthur Elias promoveu mudança para tornar o time mais ofensivo. Abriu mão da segurança defensiva de Vitória Yaya para ter a qualidade do passe e mais criatividade com Ana Vitória. No entanto, a alteração expôs o setor e, aos 11 minutos, os Estados Unidos armaram jogada rapidamente, lançaram para a atacante Mallory Swanson avançar com extrema liberdade pela ponta esquerda, chutar cruzado e inaugurar o marcador. Com o cenário desfavorável, o dono da prancheta verde-amarela não pensou duas vezes para colocar Marta em campo.

A Rainha deu mais qualidade na saída de bola e opção ofensiva. Porém, sozinha, não conseguia furar o bloqueio norte-americano. Após o gol, a equipe brasileira ofereceu espaços, arriscou tomar o segundo gol. Embora tivesse maior posse bola, não conseguia converter a superioridade no índice em bolas na rede. A melhor chance foi com Gabi Portilho e Adriana nos acréscimos. A brasiliense invaidu a área pela esquerda, cortou para direita e chutou travado. Adriana ficou com o rebote, cabeça colocado no canto, mas Naeher salvou o que seria o empate brasileiro.

Hall das medalhistas

A terceira prata do Brasil em decisões de Jogos Olímpicos contra os Estados Unidos isola ainda mais as norte-americanas como as maiores medalhistas das oito edições do torneio. Em cinco delas, as principais algozes das brasileiras ficaram no topo do pódio. Noruega, Alemanha e Canadá foram os únicos países capazes de interromper a dinastia. Além do segundo lugar de Paris-2024, a Seleção tem outros dois vices (Atenas-2004 e Pequim-2008). O time nacional perdeu a decisão do bronze e ficou fora de pódio em Atlanta-1996, Sydney-2000 e Rio de Janeiro-2016.

 

Ficha técnica

Jogos Olímpicos - Final

Brasil 0 x 1 Estados Unidos

Parque dos Príncipes, Paris

Arbitragem: Tess Olofsson (SUE)

Brasil — Lorena ; Thais, Lauren (Rafaelle) e Tarciane; Adriana, Vitoria Yaya (Ana Vitória), Duda Sampaio (Angelina) e Yasmin; Gabi Portilho, Jheniffer (Priscila) e Ludmila (Marta). Técnico: Arthur Elias

Cartão amarelo: Tarciane

Estados Unidos — Naeher; Fox, Girma, Davidson (Sonnett) e Dunn; Albert, Cofffey e Horan; Rodman, Swanson (Krueger) e Smith (Lynn Williams). Técnica: Emma Hayes

Gol: Swanson 

Brasil bate melhor time do mundo e conquista a Copa das Confederações

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30.6.13

Da 
redacaocasinhasagreste@bol.com.br


O Brasil venceu a Espanha por 3 a 0 neste domingo (30), no Maracanã garantiu, no Rio de Janeiro, e  o tricampeonato da Copa das Confederações, o quaro título em sua rica história


Foi como o roteiro de um filme. A seleção dona da casa, contra a melhor equipe do torneio, em um dos maiores templos do futebol. O final, claro, foi feliz para os mocinhos contra os nem tão bandidos assim. O Brasil venceu a Espanha por 3 a 0 neste domingo (30), no Maracanã, no Rio de Janeiro, e garantiu o tricampeonato da Copa das Confederações, o quarto título em sua rica história. Fred, duas vezes, e Neymar fizeram os gols da vitória sobre aquele que é tido como o melhor time do mundo. Sérgio Ramos ainda perdeu um pênalti e Pique foi expulso.

O segundo filme da série começa a ser traçado já com essa conquista da Copa das Confederações. Os próprios jogadores da seleção brasileira admitem que o título é um sonho realizado, mas o grande objetivo é mesmo a Copa do Mundo no ano que vem. Tudo até agora serviu como ensaio para os artistas do espetáculo – mesmo para os organizadores.

Como se tornou marca na competição, os 73.531 torcedores presentes no Maior do Mundo deram conta de uma emocionante trilha sonora. O público cantou a plenos pulmões o Hino Nacional, mesmo quando, por determinação do sisudo protocolo da Fifa, a música parou. O “gigante pela própria natureza” das manifestações foi em parte impedido pela polícia de chegar ao estádio, mas ainda assim deu mostras de um bom sentimento de patriotismo.

Se antes a seleção era criticada pela ausência de padrão de jogo, fez sua melhor partida taticamente até aqui. O ex-zagueiro Felipão armou um time fechado, que explorou os contra-ataques e soube aproveitar as oportunidades diante de uma equipe que não permite erros. Quanto à carência dos grandes ídolos do passado, hoje eles deram lugar ao oportunista Fred e, claro, ao craque Neymar.

Inversão de papéis

Mas o que poderia ganhar ares de drama devido a qualidade do rival ficou mais fácil antes dos dois minutos de bola rolando. Mesmo caído, o artilheiro Fred aproveitou uma sobra na pequena área e empurrou para as redes de um jeito que só os melhores centroavantes sabem fazer – antes do fim do primeiro tempo ele ainda perdeu um gol na cara de Casillas. Com dez minutos de jogo então, os papéis se inverteram e o Brasil passou a tocar infinitamente a bola, com direito até a gritos de “olé” da torcida. 

Já o segundo gol veio aos 43 minutos, com um passe de Oscar e um chute mais do que preciso de Neymar. Assim como Fred, o camisa 10 também literalmente pulou nos braços da torcida no moderno Maracana, agora sem grades ou alambrados. Na melhor chance dos espanhóis, David Luiz salvou em cima da linha após chute de Pedro. Faltavam mais 45 minutos para conter os ânimos e só comemorar o título. 

Se alguém tinha dúvida que a fatura já estava liquidada, Fred tratou de demonstrar isso de novo com menos de dois minutos. Logo no início da etapa complementar, Hulk toca a bola, Neymar deixou a bola passar para o camisa 9 fazer o seu quinto gol em cinco jogos na competição.

Os espanhóis, atuais bicampeões da Eurocopa (2008 e 2012) e também atuais campeões da Copa do Mundo (2010) não sabiam o que fazer. Nunca tinha visto é situação, ainda mais como uma torcida inteira contra. Aos 8 minutos, Marcelo fez um pênalti infantil em Jesus Navas, que havia acabado de entrar. O zagueiro Sérgio Ramos foi para a bola e tremeu diante de Julio Cesar. Bola para fora e o Brasil continuou com tranquilidade na partida. Companheiro de zaga, Pique ainda perdeu a cabeça e foi expulso.

Com o resultado feito, Felipão deu moral para os reservas Jadson, Jô e Hernanes. Ainda viu a torcida ensaiar um grito que vai pegar nas arquibancadas: "quer jogar, quer jogar, o Brasil vai te ensinar."

Nova Família Scolari

De volta ao time canarinho depois do pentacampeonato, esse há exatos 11 anos, Felipão conquistou seu primeiro título. De um time carente de ídolos, conseguiu unir talentos individuais e apoio incondicional dos torcedores para mais essa conquista em seu currículo. Um jogo mais refinado, algo que pelo menos chegue próximo do que faz a Espanha, por exemplo, sempre vai ser desejado. Mas enquanto somar triunfos, essa vai ser a tônica da seleção brasileira.

A Copa do Mundo de 2014 começa em 12 de junho, no Itaquerão, em São Paulo, e termina em 13 de julho, de novo no Maracanã, no Rio. A julgar pelo resultado deste domingo já dá para saber quem larga na frente em busca do sonhado título.

Fonte: Portal correios
www.casinasagreste.com.br
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FESTA DO TAPUIA 2022

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